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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

THE CURIOUS CASE OF BENJAMIN BUTTON (O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON) - com Brad Pitt e Cate Blanchett

SINOPSE: O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) é a mais nova obra do diretor David Fincher. Trata-se de uma fábula, levemente baseada no conto de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), escrito em 1922, sobre um sujeito "nascido em circunstâncias incomuns". Benjamin Button (Brad Pitt) nasce velho, às portas da morte e doente. No entanto, do lado oposto da citada "porta"... afinal, a cada minuto ele rejuvenesce, numa dramática inversão do ciclo da vida. Benjamin é apaixonado Daisy (Cate Blanchett) desde que se conheceram. Ela, quando criança e ele criança, mas muito velho em sua fisionomia.

É uma história de amor e superação, com quase 3 horas de filme, onde nem percebemos que o tempo passou.

Meus queridos:

No início, o filme assombra pelos efeitos. É inacreditável ver o bebê-velho, abandonado na escada de um asilo, com o rosto enrugado de Brad Pitt. Leva algum tempo para que essa sensação de estranheza se dissipe, mas o ritmo pacato e centrado do primeiro ato é focado nesse sentido. Conforme Benjamin torna-se capaz de sentar-se, começa a balbuciar suas primeiras palavras, levanta-se com o auxílio de muletas. Aos poucos, vamos nos acostumando com o corpo senil de Pitt, criado através de computação gráfica e efeitos práticos de maquiagem. Enfim, quando Benjamin está pronto para explorar o mundo lá fora estamos mais que prontos a acompanhá-lo. Nesse ponto, o filme torna-se poético e assim o é até o final.
Como Benjamin foi criado em um asílo começamos a pensar sobre a mortalidade, a passagem do tempo e o amor, em uma bem amarrada sucessão de eventos históricos vividos pelo protagonista.
Uma das cenas que mais me chamou a atenção, no início do filme, foi a do Sr. Cake, um relojoeiro cego que constroi um enorme relógio para ser colocado na estação de trem local.
O paralelo traçado com os ponteiros do relógio girando na direção anti-horária, dão alusão à volta no tempo, para que talvez os pais, incluindo o Sr. Cake, pudessem ter seus filhos vivos novamente, uma vez que muitos morreram na guerra.
Pensei também, e aí entra o paralelo, que a vida de Benjamin seguia no sentido anti-horário! Fiquei encantada com a qualidade do insight inserido no contexto do filme. Chocante! Impressionou-me pelo fato de o relógio estar funcionando no sentido exato da vida de Benjamin, voltando no tempo.
A estrutura lembra bastante Forrest Gump - o roteiro é de Eric Roth, e não falta aqui também um relacionamento impossível, como o de Forrest e Jenny. Benjamin "cresceu" ao lado da menina Daisy, que ele encontra nas férias quando a garota vai visitar a avó no asilo. A diferença de idade aparente, porém, os afasta. Até que eles se encontram anos depois - ela 20 anos mais velha, ele 20 anos mais moço. Aliás, a cena em que Cate Blanchett, que vive Daisy, ao pé da escada, reconhece o amigo, é uma das mais emocionantes do filme.
O casal protagonista está perfeito, bem como o excepcional elenco de apoio que inclui Tilda Swinton
(Elizabeth Abbot), Taraji P. Henson (Queenie), Jason Flemyng (Thomas Button) e Jared Harris (capitão Mike), Joeanna Sayler (Caroline Button).
Eu acho que falar ou escrever, não traduz o filme. Assistam pois é excelente. Prende a atenção, é lindo, faz pensar, a fotografia é MARAVILHOSA. O elenco ARRASA.
Minha especial homenagem à Cate Blanchett pois sua interpretação foi excepcional. Ela no papel de velha, brilhante! Cate dançando? Perfeita! Eu acho que o Oscar de 2009 tem de ir para ela.
Brad Pitt, muito bem, num papel dificílimo. Minhas homenagens a ele também.
Sensacional.

Abraços
Elaine


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

TRAITOR (Traidor) - com Don Cheadle

SINOPSE: Samir Horn (Don Cheadle) é um veterano das Forças Especiais americanas, especialista em explosivos, e muçulmano. Quando uma série de atentados a bomba dão pistas da presença de Horn, um grupo de agentes do FBI liderados por Roy Clayton (Guy Pearce) inicia uma caçada pelo suposto traidor. Porém, a verdade é bem mais complicada. Tecendo uma trama complicada de política e traições, o filme é extremamente interessante e tem Cheadle em ótima forma. Religião, terrorismo e o preço da justiça são elementos muito bem dosados neste suspense do diretor quase estreante Jeffrey Nachmanoff, que assina o roteiro baseado em uma história escrita por Steve Martin (sim, o comediante, quem diria).

Meus queridos:


Eu assisti a este filme, num domingo desses que chovia muito e eu não apostava que iria assistir a um filme bom. Me enganei, é bom sim!
Don Cheadle me impressionou com sua autação.
Sempre acho que atores com veio cômico não vão se dar bem atuando em dramas, mas, Don, assim com Steve Martin, que me espantou, ao saber que a história foi escrita por ele, são ótimos.
O elenco também tem atores famosos que se sairam muito bem, como é o caso de Guy Pearce, que se mostra um implacável investigador que ao mesmo tempo se sensibiliza com os acontecimentos na vida Samir.

Posso dizer que o filme superou as expectativas. Um roteiro interessantemente escrito mostrando um pouco do que ocorre com as pessoas que se tornam terroristas, mas com um toque mais humano, com um ponto de vista internamente explicitado para o expectador. O início da história é um pouco devagar, mas necessário para que fique mais clara alguns dos motivos que leva o personagem principal a realizar as suas ações.

Um detalhe interessante é, como eu já disse anteriormente, o roteiro. O roteirista escreveu algo que consegue gerar algumas surpresas interessantes no final da película. Viradas difíceis de acreditar que vieram de uma produção norte-americana e, no entanto muito bem orquestradas. Pode até existir algumas falhas, as quais não me lembro agora, mas no balanço final é um bom filme que dá um ponto de vista bem diferente do que é passado na maioria das produções que tratam sobre o assunto. Vale a pena alugar em uma locadora, ou fazer um download.

Abraços

Elaine


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

CHANGELING (A TROCA) - com Angelina Jolie e John Malkovich

SINOPSE: Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi seqüestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e, em seu coração, Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro. A direção do filme é de Clint Eastwood.


Meus queridos:

Ao abordar, em A Troca, dois temas que mais o atingem emocionalmente – violência contra crianças e corrupção policial – Clint Eastwood deixa um tom político muito sutil, voltado para os dias atuais. A história relatada é verídica, e se passa em 1928, em Wineville.
Assim, o título original do filme deve ser interpretado mais no sentido de mudança do que de permuta, uma vez que a sra. Collins (Angelina Jolie), além de sofrer no plano individual um forte abalo pelo desaparecimento do filho se torna vítima da arbitrariedade policial, posta a cobro, ao final, pela prevalência da justiça.
Sob o aspecto estético também Eastwood usa o vaivém dos bondes pelas ruas de Los Angeles – magnificamente reconstituída em suas características urbanas na década de trinta. Cenário perfeito.
Policiais isentos do esquema de corrupção, que enxovalha a Polícia de Los Angeles da época da grande depressão econômica, vasculham um fosso, no deserto, para encontrar, finalmente, orientados por um sobrevivente, Sanford Clark (Eddie Alderson), os corpos de dezenas de meninos assassinados por um psicopata, Gordon Northcott (Jason Butler Harneh).
Destaco o trabalho impecável de Angelina Jolie, no papel da Sra. Collins, encarnando a mãe desesperada, e sedenta de justiça.
No papel do reverendo Briegleb, John Malcovich, excepcional como sempre!
Gostaria de destacar o ator Jason Butler Harneh no papel de Gordon Nothcott um assassino em série, de crianças, que representou um psicopata com maestria.
Eu recomendo o filme, apesar de denso e longo, um filme excepcional. Vale a pena assistir.

Abraços
Elaine

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

SETE VIDAS (Seven Pounds) com WILL SMITH e EMILY DAWSON

SINOPSE: Tudo começou com o roteiro escrito por Grant Nieporte, que fala de um agente da Receita dos Estados Unidos chamado Ben Thomas (Will Smith). Ele está disposto a achar sete pessoas dignas de serem ajudadas, dando-lhes um tempo extra de se acertar com o leão do fisco. Isso se ele for com as suas caras e tiver certeza de que eles não estão tentando passar a perna no governo por mal, mas sim porque realmente precisam de ajuda para voltar a se encaixar na sociedade.

Seu plano corria bem, até que ele conhece Emily Posa (Rosaria Dawson), uma tipógrafa com problemas cardíacos (e um carismático dogue alemão). Como uma sombra, Ben a segue enquanto a investiga. Quando ela percebe que tudo o que ele quer é realmente ajudá-la, Emily se abre. Em troca, esperava o mesmo do seu novo "amigo". Mas ele, por sua vez, prefere manter-se afastado, ajudando sem ser ajudado.

As barreiras entre eles começam a cair ao mesmo tempo em que vão sendo reveladas as reais intenções e motivações por trás de Ben - e o seu passado. O filme é todo montado com vai-véns temporais, que vão mostrando pequenas peças do quebra-cabeça que é a vida do nosso protagonista. Desse suspense inicial vamos ao romance e, enfim, ao drama que motivou tudo.

Meus queridos:

Comecei o ano de 2009 com lágrimas nos olhos e com a mais plena certeza de que Will Smith é realmente um ator eclético.

O filme trata de uma pessoa desiludida da vida que pensa em como ajudar as pessoas numa situação em que ele mesmo (Will Smith) não pode mais se sustentar.

Ele descobre sem querer a fórmula mas, não contava com a mais antiga e maravilhosa forma de nos redimirmos de tudo que é o amor.

Emily, uma jovem tipógrafa de convites de casamento tem problemas cardíacos mas, mesmo sem querer, mostra à Ben que realmente a vida vale a pena mesmo com pouco tempo de vida.

Eu adorei o filme. É bem dirigido, os atores são de peso e atuam divinamente e, se amor for isto que Ben mostra no filme, eu acho que queria que um cara desses se apaixonasse por mim.

Nos últimos minutos, você vai ficar torcendo para que sua inteligência tenha te deixado na mão e tudo aquilo que você imagina que vai acontecer não se concretize. Então, para não ser "desmancha-prazeres" e ficar contando o final, assistam ao filme, porque vale mesmo a pena ser visto.

Abraços

Elaine

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

MARLEY E EU (MARLEY & ME) COM OWEN WILSON E JENIFFER ANISTON

SINOPSE: Na história, John (Owen Wilson) e Jenny (Jeniffer Aniston) haviam acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa e nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse dom no DNA, justamente porque matara uma planta por excesso de cuidado: afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley. Rezam para que Marley tenha puxado á mãe, porém suas preces não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma. Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos, e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram - Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional.

Meus queridos:

Fui assistir ao filme ontem, sozinha, dia 28 de dezembro de 2008, num Cinemark da vida e a expectativa era grande, assim como a fila.
Eu amo cachorros e tenho um lindo, que minha mãe deu o nome de Dino (em homenagem ao dinossauro Dino, da família Flintstone).
Realmente, em se tratando de fidelidade, lealdade e amor incondicional, tenho certeza que os cães, à revelia dos homens, têm de sobra.
O amor de Marley por sua família era maior até do que mostra o filme. Eu, particularmente, achei que o diretor enfatizou muito os personagens humanos, que, com certeza, John Grogan não enfatizou em seu livro. O livro era de Marley e os coadjuvantes eram seus donos.
No filme, um Owen Wilson muito parecido comigo. Adorando seu cachorro sem reservas, com o carinho que todos eles devem ter e toda a dedicação também.
Uma das cenas que achei bárbara (vivi a mesma situação, mas em circunstâncias diferentes), e entendi perfeitamente o recado, é a cena de Jenny, quando chega em casa e começa a chorar, por ter perdido seu bebe com 10 semanas.
John entendeu o sofrimento dela, mas foi Marley, o doce e atrapalhado Marley quem sentou-se ao lado de Jenny que, em prantos, foi consolada por ele: o maravilhoso labrador que é humano sim, mais do que muitos ditos seres humanos o são.
Achei que em dado momento do filme, eles colocaram John(Owen Wilson) narrando vários trechos de sua vida, para que tivéssemos a impressão que o tempo passava. Nisto, muito do livro se perdeu.
Cenas hilárias? Sim, muitas. Mas quando li o livro ria sozinha no metrô, no ônibus, mas ao assistir ao filme, imaginei que riria mais.
Fechando meu comentário, se o personagem principal do filme realmente tivesse sido um cão, o filme seria mais fiel ao livro e muito melhor.
Boas as participações de Owen Wilson e Jeniffer Aniston. Excelentes as participações de todos os cães que interpretaram Marley.
Abraços e um bom 2009
Elaine

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

007 - Quantum of Solace - com Daniel Craig

SINOPSE: No filme, James Bond (Daniel Craig) luta contra Dominic Greene (Mathieu Amalric), um membro da organização Quantum designado como ambientalista, que planeja um golpe de estado na Bolívia para assumir o controle de abastecimento de água. Bond busca vingança pela morte de Vesper Lynd e é ajudado por Montes Camille, a Bond girl interpretada por Olga Kurylenko.


Meus queridos:

Assisti ao filme ontem, domingo 14 de dezembro de 2008. Para um filme de James Bond, o homem implacável, sedutor, sexy e maravilhoso, eu achei que ficou a desejar em todos os adjetivos citados.

Há certos momentos em que os diálogos se arrastam e em outros as cenas ficam monótonas sem diálogo algum! Nem um soquinho para animar a gente.
Entender que Bond quer se vingar de quem matou sua amada Vesper no 1º filme da série é tão difícil, que nem a própria chefe dele entendeu. A única coisa que a pobre loira velhinha pode fazer foi confiar nele...

Parece que o diretor leva o filme a tantas minúcias, que só no final se entende, um pouquinho, o que o bonitão de 1,60m estava querendo.
Foi um tal de Bond na Itália, Bond no Haiti, Bond na Bolívia, Bond na Itália de novo...
Enfim, o que vale mesmo é a fotografia que mostra oceanos maravilhosos, vistas de Siena, na Itália, também muito bonitas, mas, enfim, não convence.
Sean Connery, volte, por favor... renasça das cinzas e volte pois você faz muita falta.

Abraços
Elaine

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

MARIDO ACIDENTAL - com Uma Thurman e Colin Firth

SINOPSE: Emma Lloyde (Uma Thurman) possui um famoso programa de rádio no qual dá conselhos amorosos para os ouvintes. Ela está prestes a se casar com seu noivo Richard (Colin Firth), mas descobre que já é casada e com um homem que nunca viu na vida. Confusa, ela vai ao encontro do seu possível marido para anular a união e resolver a situação. Porém, quando conhece Patrick (Jeffrey Dean Morgan), Emma não sabe qual dos dois deve escolher para ser seu marido.


Meus queridos:

A meu ver, um filme bom para se assistir num final de domingo e você está sozinha.
Trata do amor muito técnico que uma locutora de rádio, a Dr. Emma Lloyde, tem por seu noivo (Colin Firth).
Ocorre que, em seu programa, ela dá várias dicas muito ortodoxas e pouco sentimentais de como manter uma relação ou se ver livre dela.
Em determinado trecho do filme, aparece um bombeiro lindo que, com raiva dos comentários da doutora, apronta com ela. O cara tem uma família bárbara, festeira e etc, que a faz se apaixonar.
Como no meu caso, o bombeiro provavelmente seria gordinho, careca e cheio de acnes (nada contra os que se encaixam neste perfil), estes fenomenos da natureza não aconteceriam.
Vale a pena assistir, se as opções da locadora estiverem só no refugo.
Os atores são excelentes, mas o filme... bem... açucarado.

Abraços
Elaine